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você também o seu relato, acompanhado
de fotos. Para isso envie um e-mail para asadeltabrasil@asadeltabrasil.com.br.
O primeiro relato aconteceu conosco há uns anos atrás. Leia a
sequência abaixo.
Primeiro
dia: foi pelo telefone que ficamos sabendo que um amigo aficcionado
por trikes tinha adaptado um trike para asa delta, com motor Agrale, para voar
com parapentes. Em uma breve conversa telefônica, ficamos sabendo que
ainda não havia testado e imediatamente nos oferecemos para tal tarefa.
Eu
e o Roque, a fim de nos adaptarmos ao vôo até então desconhecido
para nós, fizemos alguns vôos sem motor, simplesmente tracionados
por uma corda e com a ajuda de um leve vento frontal.
Foi
fácil descobrir que o motorzinho teria um mínimo de trabalho.
O velho parapente produzia grande sustentação em baixíssima
velocidade, o que deduzimos, deveria proporcionar vôos tranqüilos
Neste
primeiro dia usamos o motor só para ajudar nas corridas, pois o objetivo
era somente conhecer as possíveis reações do equipamento.
Segundo
dia: bem cedinho, logo depois do sol nascer já estávamos
voando desta vez somente com motor e em linha reta. Faziamos longos vôos
e o carro ia acompanhando embaixo.
Lá
pelas 9 horas o roque resolve subir um pouco mais. Com uns 30% de motor o aviãozinho
subia pra ninguém botar defeito. Neste vôo o Roque sobe até
uns 400m e mantém durante um bom tempo.
Então
ele resolveu ver o que aconteceria se acelerasse mais um pouco. Segundo ele,
o que sentiu foi o ângulo de ataque aumentar bastante e no momento seguinte
reduziu a potência e fez uma curva. Nesse instante o paraca desinflou
um lado. Foi como se estivesse rebocado e alguém cortasse a corda. Ele
pendulou e perdeu pressão.Nós que estávamos lá embaixo
vimos a coisa feia: derrepente o paraca fechou pela metade e logo em seguida
embolou tudo e caindo como uma pedra. Há uns 30 m do chão, para
a sorte do piloto, abriu novamente e este pousou tranquilamente.

Admitimos
que ocorreram vários fatores para que isso acontecesse: equipamento inadequado,
parapente possivelmente molhado, mas o principal fator responsável foi
a retirada brusca de motor, e ainda por cima em curva. Moral da história:
eu não arrisco a minha vida mais em equipamento que não seja recomendado
pelo fabricante para o tipo de vôo que será efetuado. Acho que
se a história servir para alertar ou ajudar um só piloto, então
já valeu a pena. Abraços e bons vôos a todos.
Marcelo e Roque